domingo, 18 de abril de 2010

| acredito

que haverá um caminho, há sempre um caminho; mesmo quando a vida parece não ter nenhum rumo, mesmo quando nos sentimos perdidos, magoados, há sempre um caminho a tomar. pode parecer impossível, mas ele existe ... estou frágil e por isso dou passos lentos para não errar o caminho novamente.
hoje posso até estar amedrontada, mas são estes momentos que me vão inspirar a tentar o impossível. quero tirar-te de mim. sai, sai da minha cabeça, sai de mim, do meu sangue, sai da minha vida de uma vez por todas. não me mintas mais, tu não sabes mentir; os teus transparecem a verdade e eu sei os teus lábios estão a mentir.
por agora dói-me...
Dói-me os maxilares das palavras presas. Dói-me as pernas de o caminho ser tão longo. Dói-me os braços pela força que faço ao contrário do vento. Dói-me o sorriso do momento ser tão curto. Dói-me a lágrima pela força de vontade. Dói-me o olhar pela imagem; o pensamento pela música; o toque pela desilusão. Dói-me o lado selvagem pela loucura; o lado livre pela prisão; o lado feliz pela segurança. Dói-me a luz pela escuridão e o escuro pela luminosidade. Doi a mão pela força, e a cabeça pela firmeza. Dói-me a vitória por falhar, e a derrota por estupidez. Dói-me a revolta pela mudança, e a festa por o perigo. Dói-me a diferença pelo gozo e a igualdade por normalidade. Dói-me palavras e apertões. Mas dói-me a mim, e a ti nada. Dói-me os pés, mas continuo a andar; e no fim acredito, saberá bem.

Sem comentários: