quinta-feira, 29 de abril de 2010

| os rapazes cá de casa

aqui em casa somos quatro (cinco, se contarmos com o namorado da C.) três rapazes e duas raparigas.
temos dias bons, dias maus, dias de puro convívio, dias pessoais. mas quando um está mal, todos nos debruçamos sobre ele.
mas há dois que são especiais, os meus heróis.
um cozinha para as princesas (e ainda estou para descobrir o porquê dos homens açorianos serem tão dotados na cozinha), fala do seu (des)gosto, entre outros assuntos. com ele vejo filmes que nunca imaginaria que existissem, falamos de assuntos da sociedade, dos amigos, objectivos.
o outro é mais para a borga, também falamos, mas ele adopta uma postura mais "tudo na boa, eu quero é álcool".
mas na sexta, quando o meu coração gelou e as lágrimas apagaram o brilho dos meus olhos numa tentativa de expressar o que sentia, eles preocuparam-se tanto comigo. foram comigo ao café. e P. disse-me que sou uma rapariga espectacular que fascina qualquer homem que se preze (tenho a dizer que ele é o tipo de rapaz que tratava a namorada como prioridade e não como opção, por tudo o que já me confidenciou tenho-o como um rapaz excepcional. como diz A. "A rapariga que o levar sai-lhe o euromilhões). o A. limitou-se a dizer que não gostava dele, que nunca gostou, e que nem o quer ver na "nossa" rua.
desde aí, tornaram-se ainda mais atenciosos comigo, o P. até está muito menos tenso, falamos e rimos, vamos ao café. com o A. eu já fazia isso, mas agora é mais frequente.
tudo isto para dizer que os rapazes cá de casa me tratam como princesa, e enchem de mimo, e sorrisos. e dizem coisas que aquecem o ego mais ferido.

*e que gosto muito deles

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