domingo, 9 de outubro de 2011

| devia existir aqui um título, mas como só me cirandam merdas na cabeça prefiro não colocar

dizem que a dor nos muda
muda?
deveria tornar-nos mais fortes, mas então porque me sinto eu a fraquejar.
dói-me os maxilares de prender as palavras, dói-me o corpo da falta do abraço. Costumava ser mais capaz, não chorava à frente de ninguém; sentia-me vulnerável.
mas afinal não é isso que estou?
vulnerável?
sinto-me vazia, nem sei se será a palavra mais certa... mas...
mas nada.
é uma merda
é uma merda as pessoas desiludirem-nos, é uma merda quando estamos sós, é uma merda quando nós precisamos de chorar muito e nos dizem que somos más e conflituosas, é um merda quando nos dizem que só pensamos em nós, e que nos pomos sempre em primeiro lugar, é uma merda quando sabemos que tudo o que fizemos na vida foi por os outros em primeiro lugar, é uma merda porque dói, é uma merda porque enquanto não passa mói, e enquanto mói deixa marcas.... marcas que apagam aquele brilho que existe nós, marcas profundas... que nos fazem ter medo.

6 comentários:

Droky disse...

É uma merda sim, percebo o que sentes. E também sei que não serve de muito, mas sempre que precisares tens aqui um ombro virtual, ok? beijinho

***

NaRiZiNhO disse...

Obrigado Droky(zinha), nesta situação e em toda a conjuntura virtual não é mau, pelo contrário é muito bom.

obrigado mais uma vez!!!
beijihno

Droky disse...

De nada, então já sabes, se precisares de qualquer coisa, nem que seja desabafar ou disparatar um bocadinho, stupidisthenewsmart@gmail.com. Espero que fique tudo bem rapidamente!

***

Chicolaiev disse...

como um dia escrevi no meu blog:
"... As pessoas tem de morrer, as pessoas tem de partir, os amores tem de acabar, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. Ocupar o tempo com futilidades só vai reprimir o pensamento que irá ficar guardado para sempre, e não será esquecido. É preciso aguentar a dor, viver com ela, sobreviver com ela. Com calma, devagar! Hoje em dia há comprimidos para tudo, mas não há comprimidos para os problemas do coração sentido.
As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se.
Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e força. Não há ninguém que substitua e faça esquecer, aquilo que realmente se tem que esquecer por nós mesmos.
Sofrer e viver com calma, devagar, em passo de caracol para que a coisa seja digerida e entendida.
E depois? Depois é voltar a viver... "

NaRiZiNhO disse...

Chicolaiev
acredito que isto seja algo pelo qual tenho que passar para crescer, de alguma forma aprender algo.
não vou deixar de amar o Sol só porque ele hoje não brilha.***

obrigado***

Chicolaiev disse...

Até porque amanha, ele está lá, novamente a brilhar!

Há pouco tempo passei por algo "muito mau" que me fez escrever isso...e aprendi com isto!

Amanha vai ser sempre melhor!

:)