segunda-feira, 3 de outubro de 2011

| não se explica, sente-se

é difícil explicar, ou escrever o que se sente quando se está afastado da família. quando tento explicar sinto-me aquelas pessoas que "falam falam, mas não dizem nada".
e a verdade é essa, todos nós vivemos a família de forma diferente. na minha somos todos diferentes, e quando digo todos é todos mesmos. 
a minha irmã E. não é católica.
a minha irmã I., a que mais me identifico, mas ao mesmo tempo nada temos a ver; para ela é mais história e achados arqueológicos
o meu irmão J., que não vale a pena tentar escrever sobre ele. Os meus sentimentos em relação a ele são bastante confusos.
e a minha mãe é a pessoa com o MAIOR coração do mundo. ainda sonho proporcionar-lhe uma boa velhice, dar-lhe, alugar-lhe, whatever , a casinha térrea com um jardinzinho. Possivelmente não poderá tratar das suas flores mas terá sempre o nosso sorriso e flores em todos os momentos.

tudo isto para tentar aliviar este coração que ficou apertado demais quando viu milhentas (é um exagero, eram 20) chamadas e lhe dizem que não sabiam de mamis narizinho.
foram 30min que fiquei no sofrimento, 30 min que me pareceram horas, em que liguei para três hospitais.
e quando se resolve fazer luz e ligar para a familia que me poderia ajudar, ela aparece. apenas foi visitar a irmã, mas senti que fui ao inferno e voltei.
minutos depois dava por mim em soluços a chorar, chorava de alivio e ao mesmo tempo dizia que queria voltar para casa.
esta distância custa, não mata... mas custa

2 comentários:

Miri* disse...

Estar longe daqueles que mais amamos é sempre tão dificil... e ainda para mais para alguém tão agarrada a familia como me parece que és. Mas só podes ser uma mulher forte para tomares decisões tão dificeis e manteres-te fiel a elas.
Respira fundo e recorda-os sempre.Liga-lhes sempre que puderes só para ouvires as vozes que tão bem conheces.
Sempre ajuda um bocadinho*

NaRiZiNhO disse...

Oh Miri*, muito obrigado pelas palavras tão doces e tão carinhosas.
é dificil, mas as chamadas e as visitas (ainda que esporadicas) ajudam a matar um pouquinho. tenho a certeza que um dia voltamos a estar todos juntos :)


obrigado.
beijinho