quarta-feira, 21 de março de 2012

| o orgulho que tenho neles...


... nos meus amigos
hoje acordei e o Sol ainda timido batia na janela da cozinha. peguei numa cadeira e sentei-me na varanda a apreciar o cheiro da manhã (já que a paisagem não tem nada que se aprecie).
entre uma dentada na torrada e um pouco de café, pensava numa conversa com uma amiga e sorri.
eu tenho mesmo muito orgulho nos meus amigos.
não tenho muitos (que é uma verdade), conhecidos tenho até dizer chega, mas amigos, destes amigos tenho poucos, e os poucos deixam-me sempre a babar de orgulho.
e por incrivel que pareça, todos eles estão longe, não falo com eles todos os dias, nem estou com eles todos os fins de semana... mas eles sabem que me lembro deles.
A S., a minha querida S., sempre atenciosa, com uma paixão enorme pelo artesanato, partilha tudo o que aprende. Com ela falo diariamente, vamos trocando alguns emails. Sempre que estou com ela ficam a doer as bochechas de tanto rir. ela pede-me conselhos, ele peço a ela. partilhamos descobertas, lágrimas, e três anos de curso juntas. não fomos logo as melhores amigas, mas é uma amizade sempre em sentido ascendente.
o R., o R. é simplesmente a pessoa com o MAIOR coração que eu conheço (vá, está a par da mamis).  conheci o R. num aniversário nas Galerias Paris. achei-o chato, insuportável e bebado (só isso justificava alguém ser tão mas tão chato). e dava-me encontroes, e metia-se nas conversas e eu bufava. mal sabia eu, que perante mim tinha uma pessoa maravilhosa e com uma história de amor de causa um misto de revolta com ternura. o R. tornou-se meu confidente, prometeu-me uma malha sempre pronta. só ele me viu num sofrimento que parecia não ter fim, só ele viu por trás dos meus sorrisos o que realmente eu sentia. agora o R. está prestes a realizar o sonho de ser papá e eu vou ser a tia mais babada, eu sei o quão desejada foi esta criança.
Depois à C., a C. vive bem lá no limite de Portugal...temos aventuras que nunca mais terminam, desde sempre que fomos as amigas de curso...noitadas para entregas, noitadas em jantares, apontamentos e sinais para ajudar nas frequencias (ai as folhas de rascunho que estavam sempre a cair ao chão). foi com ela que fiz a primeira francesinha, foi com ela que passei noites a lixar na varanda, a falar de tudo e nada. a rirmos com possiveis situações.
Ainda há o P., o P. foi muito mais que um companheiro de casa. o P. resoltava-se por mim quando chegava a casa tão cansada que nem conseguia me queixar. o P. ensinou-me coisas novas, partilhava comigo livros, música. contava-me o dia, perguntava-me como correu o meu. o P. acordou algumas vezes comigo a discutir ao telemóvel com a ovelha negra da familia, tinha o cuidado de mandar uma mensagem a desejar que o dia fosse bom. o P. sabe cozinhar lindamente, e cozinhou para nós, e cuidou de mim quando finalmente cai em mim e percebi que o "grande amor da minha vida" afinal não era assim grande.
Há também o A. o actor, que luta bastante para realizar o seu sonho. com ele vivi momentos de levar as lágrimas de tanto rir. já o levei para casa tão bebado que me sentia capaz de lhe bater. ja o vi fulo da vida, qual sofredor. mas o A. é forte e consegue sempre dar a volta.
e podia continuar, e falar do F., o açoriano do Mundo, e o A., e o K. (o K. muitas tardes passadas na esplanada em Leça), e a M, e o R.
e é isto, sou uma sortuda com os amigos que tenho.

4 comentários:

Jude disse...

É tão bom sentir que as amizades valem a pena!:) Agora puseste-me toda babada a pensar nos meus!:p

NaRiZiNhO disse...

Jude
é muito bom saber que temos pessoas assim na nossa vida... e a nossa vida não teria metade da cor que tem sem eles.

:) beijinho

mari disse...

hummm ... tão bom ... que possas contar sempre com eles na tua vida :))

NaRiZiNhO disse...

mari, esta coisa de andar a saltar de cidade em cidade teve os seus benefícios: perceber quem são os amigos verdadeiros :)

beijinhos